Polícia descarta crime em morte de advogado que pediu condenação de cliente


A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, em setembro, que o advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, encontrado morto dentro de casa em junho deste ano, em Florianópolis, veio a óbito por causas naturais. As investigações começaram logo após a morte de Pantaleão, que ocorreu um mês depois dele concordar com a condenação do próprio cliente em uma audiência do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).

Após a análise de exames, a corporação informou que não identificou sinais de violência ou causas externas, como participação de terceiros em um eventual caso de homicídio, que pudessem indicar ato criminoso. O laudo de necropsia também concluiu que ele morreu por causas naturais.

Por isso, não houve indiciamento e o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que adotará as devidas providências.

Pantaleão foi encontrado morto no dia 25 de junho pela PM (Polícia Militar), no bairro Itacorubi, após um vizinho acionar a corporação ao perceber um cheiro forte e a ausência do advogado há dias.

Pede condenação de cliente

Em maio, em uma sessão virtual realizada pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis, Rodrigo Pantaleão, que representava a defesa de um cliente em um caso de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, concordou com as acusações do promotor de justiça do MP (Ministério Público).

Entenda: Vídeo: Advogado pede condenação de cliente e juíza considera réu indefeso

“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, disse o advogado.

A juíza do caso, no entanto, não aceitou a posição do advogado e considerou o réu indefeso. Logo depois, ela se direcionou para o acusado e disse: “Seguinte senhor [réu], o senhor merece uma defesa, ainda que o senhor tenha admitido parte das questões ilícitas”.

A CNN Brasil teve acesso à audiência que mostrou a defesa pedindo a condenação do réu. Veja abaixo:

Quando Pantaleão foi encontrado morto em sua casa, a OAB-SC (Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina) se manifestou pedindo a investigação do caso e afirmou que se houvesse qualquer indício de que o crime tivesse relação com o exercício da advocacia, iria cobrar a responsabilização dos indivíduos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



Fonte: CNN Brasil

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